Dorinha, Irajá e Gomes não assinam pedido de CPI contra Toffoli e Moraes no caso Banco Master

Os três representantes do Tocantins no Senado Federal — Dorinha Seabra (União Brasil), Irajá Abreu (PSD) e Eduardo Gomes (PL) — não assinaram o pedido de criação da ‘CPI da Toga’ para investigar a atuação dos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no caso envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro, do Master.

O requerimento foi articulado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE) e conseguiu reunir 35 assinaturas — 8 a mais do que o mínimo de 27 exigido pelo regimento interno da Casa.

Apesar do avanço da articulação nacional, nenhum dos três senadores tocantinenses aderiu ao pedido, o que chamou atenção no debate político estadual diante da repercussão do caso em Brasília.

CPI da Toga mira relação entre ministros e banqueiro

A CPI proposta no Senado pretende investigar eventuais relações entre ministros do STF e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, instituição financeira envolvida em um esquema bilionário de fraudes no sistema financeiro.

O movimento ganhou força após a divulgação de mensagens encontradas no celular do banqueiro, que teriam citado contatos com autoridades e levantado questionamentos sobre possíveis conexões institucionais envolvendo o caso.

Entre os pontos mencionados pelos defensores da CPI estão negócios envolvendo empresas ligadas à família do ministro Dias Toffoli e contratos relacionados ao banco, além de questionamentos sobre decisões judiciais e possíveis conflitos de interesse.

Os ministros citados negam irregularidades e afirmam que não há ilegalidade em suas condutas.

Instalação ainda depende da presidência do Senado

Mesmo com o número mínimo de assinaturas, a CPI ainda depende de um passo formal para sair do papel. A criação da comissão precisa ser lida e autorizada pela presidência do Senado, atualmente comandada pelo senador Davi Alcolumbre (União-AP).

Somente após essa etapa é que os partidos indicam os membros que irão compor a comissão responsável por conduzir a investigação.

Repercussão política

O fato de os três senadores do Tocantins não terem assinado o pedido de CPI ocorre em meio a uma crescente polarização política em torno do caso do Banco Master e do papel do STF nas investigações.

Enquanto parlamentares da oposição defendem a instalação da comissão para ampliar a apuração dos fatos, aliados do governo e setores do Congresso avaliam que o tema envolve disputa institucional entre o Legislativo e o Judiciário.

A movimentação no Senado continua, e novos apoios ao requerimento ainda podem ser registrados antes da eventual leitura e instalação da comissão.

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